O que a gente faz quando se pega escutando pela milésima vez o áudio de alguém? Só pra ouvir a voz, por que tu não sabe quando vai falar com ela de novo, quando o que tu mais queria era ter ela ali, do teu lado sempre.
No momento estou em guerra com o "amor". Serio, o amor só serve pra destruir nossa mente e nossas esperanças de que um dia vamos ser felizes do lado de alguém. Sem falar na distância, o coisinha cruel pra quem vivencia! Não tem nada pior do que se apaixonar por alguém que vive milhas de ti, e que tu só vai ver de vez em nunca. E ainda temos essa mania de sempre criar as coisas na nossa cabeça, da forma mais ridícula, mas que é o que a gente mais quer. E sabe o que acontece? Tomamos um banho de realidade, e vemos que nada daquilo vai um dia se quer vai acontecer. De duas ou uma: vocês nunca irão ter um futuro, por que afinal, com um só não se constrói um relacionamento, ambos têm que sentir o mesmo "amor"; ou tu tem que parar de chorar pelos cantos e ser mais direta com o que sente e quer. Se ficar nesse mimimi de amigos, nunca vai saber se tem algo recíproco te esperando. Mas é a coragem? Onde eu encontro e quanto custa? Serio, cansei de perder várias coisas na vida por não ter coragem de abrir a boca e falar tudo o que se passa dentro de mim!
Mania frustrante essa de guardar tudo sempre, de não conseguir se abrir, de querer mostrar que está sempre tudo bem mesmo que esteja acontecendo um terremoto dentro na minha cabeça. Pensar mais em ajudar os outros e esquecer de si mesmo. Quem nunca? Eu, sempre. Parece que é um instinto querer sempre o bem das pessoas, sempre dar conselhos e tirar elas da fossa, sendo que quem está mais afundada na história é eu mesma!
As vezes me pergunto qual a probabilidade de um dia eu achar alguém que compartilhe os mesmo sentimentos, e que eu, finalmente, crie coragem de me entregar sem fazer delongas. Talvez, todos esses tombos sirvam pra me fazer levantar sempre mais forte. É foda, é! Mas é necessário para aprender que nem sempre as coisas vão ser como a gente cria na nossa cabeça, nem sempre vai ser como planejamos. Porém, entretanto, em todos os casos: nunca podemos desacreditar, que bem no fundo, lá no fundinho mesmo, o amor guarda coisas boas para nós! E eu acredito, que talvez essa (milésima) vez não foi a hora em que minha vida se tornou num conto de fadas, mas que ainda vai ter muitos sapos até chegar no meu príncipe.
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